Não, a culpa não era de um relacionamento frustrado.. Nem dela ter morrido, de algum caso mal-resolvido. A culpa não era, não é, dos conflitos gerados em casa. A culpa, definitivamente, não está nos livros que não fazem mais sentido. Nem mesmo na droga do colégio que já não a faz mais querer estar lá. A culpa não é da sua memória afetada, muito menos da bebida, que sua mãe custa em julgar. A culpa não era do ano passado inteiro, de todas as vezes que errou e se sentiu sozinha depois. A culpa não é de ter dormido tantas vezes sozinha, querendo ter alguém para ao menos pensar. A culpa, mais uma vez, não foi de ter acabado tudo que ela custava em acreditar. A culpa, meu deus, não foi dela, que por estar longe não pode ajudar. A culpa.. Que culpa? Ah, aquela que ela passou o ano todo julgando, perguntando, procurando, pensando. Aquela que tantas vezes foi citada por aqui numa tentativa de encontrá-la, de acusá-la, de trazer aquela paz que definitivamente não PODE nem DEVE existir. É, aquela culpa.. Sabe, demorou, entende? Foi difícil enxergar, no começo, por tentar de toda forma encontrar um anteparo, um estepe, um encosto pra aguentar as derrubadas e essa mania de achar que está sempre atrás. E, putz, ela estava. Acostumada a passar primeiro por todas as emoções, por tomar sempre as decisões certas, ter sempre algo em mente e ter uma causa, ideologia, razão.. razão? um chão, na verdade, algo pra se firmar, como já disse. Acostumada a não ser ultrapassada, a não ver ninguém crescer mais que ela. Mas isso se perdeu, mudou. Tentou culpar o mundo depois de tantas tentativas, tentou se localizar em alguém, tentou se localizar com livros, talvez se perder completamente com a bebida, com o existencialismo (afinal, que porra de filosofia é essa que sempre intrigou todo mundo?), tentou falar alto, tentou ficar calada pra só ouvir e foi se reprimindo mais por achar que estava cada dia mais errada... Chegou a inconstância, a tristeza, a falta de objetivo por perceber que não há o que fazer, que não se pode se achar procurando algo.
E então percebeu. Percebeu que se achasse, não teria lógica. Percebeu que o problema dela era não ter mais paciência o suficiente pra se preocupar com as próximas roupas que iria usar, paciência pra entrar nas comunidades mais cool e selecionar os amigos que poderiam ou não fazer parte de sua elite pessoal. Sem paciência pra entender e postar diversas vezes Caio Fernando Abreu dizendo ser ele o mais bonito do universo e até mesmo, por uns tempos, cansou de blog, de beber, de viver um universo em que ser você mesmo é OBRIGATÓRIO e isso acaba te fazendo mentir, te desvirtuando do principal. Aliás, até hoje ela não descobriu o que é o principal. As respostas pras questões que aqui estão, ela ainda não descobriu, como por exemplo se vale a pena amar, se vale a pena beber até chorar, se vale a pena se expor a todas as emoções or just feel no pain, being one island, se se se se... Enfim.
Só que, durante todo esse caminho, entre tantas perdições, ela aprendeu algo. Depois de ter se declarado, de ter saido da ingenuidade até chegar ao ponto de ter nojo de si mesma. Quando estava cansada. Simplesmente foi deixando as coisas andarem, curtindo cada momento, let it be. Se encontrando em outras pessoas, observando cada dia mais os outros tipos de realidade e, apesar de não ser mais aquela menina que assiste as pessoas passarem em seu rodo-cotidiano, com as idéias cada dia mais perdidas e sendo apenas como mão-de-obra num mundo tão mais interessante e ao mesmo tempo contraditório... Apesar de não ser aquela menina, continuou com a mesma paixão que havia antes por observar os locais, por escrever, por ouvir uma música e decifrar o que aquilo quer dizer pra ela, pra você. Assim, eu poderia dizer que foi do nada, parecia mais bonito né? Mas não foi. Custou, cara, custou muito e ainda custa bastante colocar os pés no chão e perceber que voar é melhor do que está inserido nessa pseudo-realidade frustrante. Custou tanta coisa e pode vir a custar mais, se ela mudar de idéia. Afinal, não se cresce de um dia pro outro, não se muda de idéia assim, do nada. É difícil encontrar diante de tantas dúvidas, uma paz.
Paz. Um belo dia ela acordou, tranqüila e percebeu que apesar de todo o caos que era sua vida, o tempo trouxe, sutilmente, a pseudo-paz que ela precisava. Não é que não seja paz, não é que esteja errado... Apenas trouxe alguma coisa pra pensar, um quase-objetivo.
Ela deixou de lado o que incomodava... Ela passou a conviver com seus defeitos, afinal, 'ninguém sabe qual é o defeito que sustenta todo o edifício que é sua vida'. Ela voltou a ler, a se apaixonar, se excitar e pensar em como poderia melhorar, mesmo sabendo que diversas vezes era encarada como pseudo-something. Afinal, de pseudo todos temos um pouco. Ela parou de se importar.
Ela cresceu.
Mostrando postagens com marcador fears.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fears.. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
I love you sometimes always never.
Inconstância. Talvez seja isso que eu esteja passando, ou simplesmente uma característica minha apurada, no momento. Ao passo que aproximadamente uma hora atrás escrevo um post estilo crônica, irônico e divertido, o momento passa, deixando um vazio. E nesse vazio tenho residido. Não é o tom de férias e o ócio que acompanha, talvez tenha a ver com o fato do fim do ano se aproximar (e, realmente, a nostalgia tende a se tornar cada vez mais forte, até que o sentimento se rompe em lágrimas, ao passar do ano, entre tantos fogos de artifício), talvez o fato dos meus sweet sixteen estarem realmente acabando (infelizmente, felizmente acabando..), mas principalmente, o que me deixa nesse vácuo profundo em que todas as palavras se perdem e escrever aqui já não me alivia é essa falta de objetivo... ou de tantos, vários, que dificulta a mínima realização, por achar que os poucos que consigo não são o bastante, não me completam.
Angustiante saber que meus sweet sixteen estão prestes a acabar e tantas coisas não foram realizadas. Não apenas porque sempre gostei dos 16 anos, uma idade tão intermediaria e linda... Mas também por descobrir novamente que algumas partes do crescimento que desejava não é assim tão bonito quanto se pensava. É difícil perceber que meu ano tão 'badalado' e cheio de besteiras que tanto sonhei em fazer, todas as noites na cachaçaria, no parque do povo, no bronx, no tenebra, todas as bebedeiras incontáveis, na casa dos amigos ou whatever, tudo que foi feito... Foram colocadas sobre um pano de fundo onde há um vazio gigantesco que não sei definitivamente quando surgiu. Essa falta de algo acaba me tornando inerte ao que possa levar.
E na medida em que o tempo avança, que as coisas tomam destinos, mergulho nesse mar morto cada dia mais. Não tão somente pela idade, pelo 3o ano, pelos cursos e decisões prestes a serem tomadas, mas por olhar pra essa liberdade recém conquistada e me perguntar o que fazer dela. Que destino dá a meus princípios ainda não completamente formados, passivos de serem modificados, tantas filosofias e meios de ver observar o mundo e, ainda assim, não haver uma que meu atraia a ponto de adquirir uma posição. É como se nessa mudança de idade eu quisesse ficar ainda no estágio de escuta, de mera observadora nas discussões que me cercam... Continuar na velha relatividade, acreditando que tudo é passivo de mudança e não há necessidade de se assumir uma postura (ao menos não ainda). Só que, aos 17 anos, em um momento em que suas decisões viram protagonista da sua vida, mostrando que agora é com você que as rédeas estão, torna-se difícil continuar nesse meio de ver o mundo, nesse comodismo, just looking.
E é nesse ponto que a inconstância retorna. A relatividade vem daí. A mudança de humor, de pensamentos e ways of(f) see our life, se torna um embaralhado gigante e faz com que os sentimentos sejam os mais diversificados. Os milhares de pensamentos e assuntos que decorrem de um tópico apenas fazem com que sua cabeça gire, que posts como este fiquem uma bagunça de conteúdos e temas, mudanças estranhas de pensamentos e falta de coerência, talvez porque tudo anda assim, sem um rumo... Talvez porque a vida seja assim inconstante e isso seja o tom de emoção que há na mesma... Talvez porque, realmente, pôr em cheque o que se pensa faz-se necessário cada momento e mudar não seja um problema, mas até que ponto?
Principalmente por ser alguém de extremos, as coisas tendem a me irritar. Viver nesse talvez, nesse cansaço de nunca tomar uma decisão concreta, de passar a vida devaneando sobre o passado que deveria servir de parâmetro pra não cometer erros no futuro... Parece que o momento passou, that I missed the starting gun, que eu sou a Carolina que ficou na janela observando a banda passar.
A vontade de ter mais tempo pra pensar, pra decidir, de parar no momento e analisar minha vida. And, in the other hand, aquela velha vontade de tomar uma posição, começar a agir até que essas dúvidas passem.
Talvez com o tempo isso passe... Talvez não. Sei que agora, nesse momento, está escuro, está chovendo. E fica difícil decidir que palavras usar quando não há o que defender e há tanto no que pensar.
'It's growing cold
I'm growing old
Is this the only way to see the fire?
It's raining...'
@ Porcupine Tree.
Angustiante saber que meus sweet sixteen estão prestes a acabar e tantas coisas não foram realizadas. Não apenas porque sempre gostei dos 16 anos, uma idade tão intermediaria e linda... Mas também por descobrir novamente que algumas partes do crescimento que desejava não é assim tão bonito quanto se pensava. É difícil perceber que meu ano tão 'badalado' e cheio de besteiras que tanto sonhei em fazer, todas as noites na cachaçaria, no parque do povo, no bronx, no tenebra, todas as bebedeiras incontáveis, na casa dos amigos ou whatever, tudo que foi feito... Foram colocadas sobre um pano de fundo onde há um vazio gigantesco que não sei definitivamente quando surgiu. Essa falta de algo acaba me tornando inerte ao que possa levar.
E na medida em que o tempo avança, que as coisas tomam destinos, mergulho nesse mar morto cada dia mais. Não tão somente pela idade, pelo 3o ano, pelos cursos e decisões prestes a serem tomadas, mas por olhar pra essa liberdade recém conquistada e me perguntar o que fazer dela. Que destino dá a meus princípios ainda não completamente formados, passivos de serem modificados, tantas filosofias e meios de ver observar o mundo e, ainda assim, não haver uma que meu atraia a ponto de adquirir uma posição. É como se nessa mudança de idade eu quisesse ficar ainda no estágio de escuta, de mera observadora nas discussões que me cercam... Continuar na velha relatividade, acreditando que tudo é passivo de mudança e não há necessidade de se assumir uma postura (ao menos não ainda). Só que, aos 17 anos, em um momento em que suas decisões viram protagonista da sua vida, mostrando que agora é com você que as rédeas estão, torna-se difícil continuar nesse meio de ver o mundo, nesse comodismo, just looking.
E é nesse ponto que a inconstância retorna. A relatividade vem daí. A mudança de humor, de pensamentos e ways of(f) see our life, se torna um embaralhado gigante e faz com que os sentimentos sejam os mais diversificados. Os milhares de pensamentos e assuntos que decorrem de um tópico apenas fazem com que sua cabeça gire, que posts como este fiquem uma bagunça de conteúdos e temas, mudanças estranhas de pensamentos e falta de coerência, talvez porque tudo anda assim, sem um rumo... Talvez porque a vida seja assim inconstante e isso seja o tom de emoção que há na mesma... Talvez porque, realmente, pôr em cheque o que se pensa faz-se necessário cada momento e mudar não seja um problema, mas até que ponto?
Principalmente por ser alguém de extremos, as coisas tendem a me irritar. Viver nesse talvez, nesse cansaço de nunca tomar uma decisão concreta, de passar a vida devaneando sobre o passado que deveria servir de parâmetro pra não cometer erros no futuro... Parece que o momento passou, that I missed the starting gun, que eu sou a Carolina que ficou na janela observando a banda passar.
A vontade de ter mais tempo pra pensar, pra decidir, de parar no momento e analisar minha vida. And, in the other hand, aquela velha vontade de tomar uma posição, começar a agir até que essas dúvidas passem.
Talvez com o tempo isso passe... Talvez não. Sei que agora, nesse momento, está escuro, está chovendo. E fica difícil decidir que palavras usar quando não há o que defender e há tanto no que pensar.
'It's growing cold
I'm growing old
Is this the only way to see the fire?
It's raining...'
@ Porcupine Tree.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Too Little, Too Late.
I want you. I want you now! At this moment, talking about the philosophy, i want you asking me if i want drugs, i want you just looking at me, passing the teeths on my lips. i want you saying that I’m different, that I’m not like the other girls that you know.
I want you at the internet, saying that i have to stay calm, even dont really knowing me. i want you spending your time with me, talking shit and asking my secrets, i want you asking me whatever you like, i want you talking of nerdcast even i dont understanding at that moment. i want to meet, again, you and all your life.
I want you in my bedroom. i want you touching me here, there, everywhere. i want you here, with me, in the computer, saying stupid things so we wont think about anything that we cant do. i want you singing good bands, listen to jazz. i want you with me, i want you protecting me of the cold, i want you asking me to stay with you, all the moments, all the ways. i want you talking with me about nerd stuff. i want you with your red eyes looking for the horizon. i want you saying that i have to see some movie, or have to read some book. i want saying anything.
i just want you. everywhere. with me. now.
but i can't.
I want you at the internet, saying that i have to stay calm, even dont really knowing me. i want you spending your time with me, talking shit and asking my secrets, i want you asking me whatever you like, i want you talking of nerdcast even i dont understanding at that moment. i want to meet, again, you and all your life.
I want you in my bedroom. i want you touching me here, there, everywhere. i want you here, with me, in the computer, saying stupid things so we wont think about anything that we cant do. i want you singing good bands, listen to jazz. i want you with me, i want you protecting me of the cold, i want you asking me to stay with you, all the moments, all the ways. i want you talking with me about nerd stuff. i want you with your red eyes looking for the horizon. i want you saying that i have to see some movie, or have to read some book. i want saying anything.
i just want you. everywhere. with me. now.
but i can't.
Marcadores:
amizade,
english,
fears.,
relacionamentos
sábado, 13 de junho de 2009
The Same Old Fears.
Ia fazer uma fase 'alright still', já que as coisas estavam num estágio que dava pra aguentar... Mas parece que, realmente, tudo explodiu e caiu aos pedaços, onde eu fui a bomba e o 'estopim' de cada situação.
Ando perdida, desligada e definitivamente sem saber que rumo tomar. É incrível como o término de um relacionamento pode mudar tanto alguém, seja pra melhor ou pra pior, ao ponto de você se tornar tudo aquilo que você detestava. Fiquei perdida, tentei me encontrar em tudo aquilo que eu não sou nem nunca fui, em outras pessoas, em outras conversas, em outros 'jeitos' de ser que não condizem com a guria chatinha e abusada que vos escreve. Busquei outros locais, outros pensamentos, bebidas e.. pra que? No final de tudo as mesmas perguntas, o mesmo fim... A mesma confusão por não entender como funciona todo esse sistema em que hipocrisia é a palavra de ordem e foda-se quem achar ruim.
Talvez realmente eu tenha errado em deixar uma das coisas mais fodas que aconteceram comigo ir embora (ou, no caso, expulsá-la), e no final descobrir que o resto não era tão importante quanto eu pensava... Talvez eu realmente tenha errado em fazer com que 1 ano de construção fosse pro inferno por 'detalhes', 1 ano de intimidade (brincadeiras, cheiros, vontades.. tudo) acabasse por algo que eu nem sequer tive confirmação.. talvez eu tenha errado em ser tão influenciada e ter julgado tanto alguém que evitou me julgar durante tanto tempo... Talvez eu tenha sido/seja ingenua em ainda acreditar que aquilo tudo era perfeito e que nunca vou conseguir construir nada semelhante novamente... Quem sabe? No final, acho que nunca vou saber se fiz certo ou errado... Sei que me arrependo. Me arrependo de ter deixado tudo de lado, de ter destruído algo que demorou tanto, que era, realmente, algo tão importante pra mim, a ponto de ter me visto tão deslocada depois do final.
Não sei exatamente o porque de escrever isso agora, 4 meses depois do ocorrido, quando tantas pessoas já passaram por ambas as vidas e tudo nem sequer 'importa' mais. Mas sei lá, pra mim importa. Importa perceber que a gente pode sim se arrepender de confiar tantos nos outros e não enxergar que a única pessoa que esteve do seu lado durante tantos momentos só foi chutada por você... Importa perceber que você pode estar agindo como alguém egoísta e nem sequer reparar, durante tanto tempo, em tantos momentos, magoando alguém que no final era tão importante e só você não chegou a enxergar.
É ilusão pensar que a situação podia ser diferente ou que ainda pode mudar. Tudo já acabou e fui eu que 'fiz' isso... Só que simplesmente não entendo porque ainda resisto tanto em engavetar a história e esquecer... Afinal, passaram-se 4 meses e é como se nenhum sentimento tivesse mudado, cadê o famoso 'tempo que muda tudo'? Será que eu vou ter que esperar me ver interessada em outra pessoa pra poder esquecer? Sei lá, acho que o ponto, no final, é o mesmo: o fim chegou, todo mundo percebeu e eu, pra variar, tô atrasada.
Depois de tantas mudanças, depois de esperar tanto, me pergunto.. o que fazer agora?
Ando perdida, desligada e definitivamente sem saber que rumo tomar. É incrível como o término de um relacionamento pode mudar tanto alguém, seja pra melhor ou pra pior, ao ponto de você se tornar tudo aquilo que você detestava. Fiquei perdida, tentei me encontrar em tudo aquilo que eu não sou nem nunca fui, em outras pessoas, em outras conversas, em outros 'jeitos' de ser que não condizem com a guria chatinha e abusada que vos escreve. Busquei outros locais, outros pensamentos, bebidas e.. pra que? No final de tudo as mesmas perguntas, o mesmo fim... A mesma confusão por não entender como funciona todo esse sistema em que hipocrisia é a palavra de ordem e foda-se quem achar ruim.
Talvez realmente eu tenha errado em deixar uma das coisas mais fodas que aconteceram comigo ir embora (ou, no caso, expulsá-la), e no final descobrir que o resto não era tão importante quanto eu pensava... Talvez eu realmente tenha errado em fazer com que 1 ano de construção fosse pro inferno por 'detalhes', 1 ano de intimidade (brincadeiras, cheiros, vontades.. tudo) acabasse por algo que eu nem sequer tive confirmação.. talvez eu tenha errado em ser tão influenciada e ter julgado tanto alguém que evitou me julgar durante tanto tempo... Talvez eu tenha sido/seja ingenua em ainda acreditar que aquilo tudo era perfeito e que nunca vou conseguir construir nada semelhante novamente... Quem sabe? No final, acho que nunca vou saber se fiz certo ou errado... Sei que me arrependo. Me arrependo de ter deixado tudo de lado, de ter destruído algo que demorou tanto, que era, realmente, algo tão importante pra mim, a ponto de ter me visto tão deslocada depois do final.
Não sei exatamente o porque de escrever isso agora, 4 meses depois do ocorrido, quando tantas pessoas já passaram por ambas as vidas e tudo nem sequer 'importa' mais. Mas sei lá, pra mim importa. Importa perceber que a gente pode sim se arrepender de confiar tantos nos outros e não enxergar que a única pessoa que esteve do seu lado durante tantos momentos só foi chutada por você... Importa perceber que você pode estar agindo como alguém egoísta e nem sequer reparar, durante tanto tempo, em tantos momentos, magoando alguém que no final era tão importante e só você não chegou a enxergar.
É ilusão pensar que a situação podia ser diferente ou que ainda pode mudar. Tudo já acabou e fui eu que 'fiz' isso... Só que simplesmente não entendo porque ainda resisto tanto em engavetar a história e esquecer... Afinal, passaram-se 4 meses e é como se nenhum sentimento tivesse mudado, cadê o famoso 'tempo que muda tudo'? Será que eu vou ter que esperar me ver interessada em outra pessoa pra poder esquecer? Sei lá, acho que o ponto, no final, é o mesmo: o fim chegou, todo mundo percebeu e eu, pra variar, tô atrasada.
Depois de tantas mudanças, depois de esperar tanto, me pergunto.. o que fazer agora?
Assinar:
Postagens (Atom)